Recebendo a Mãe

Uma visita abençoada

Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que quem nos visita, no sinal da Imagem Peregrina, é realmente a Mãe de Deus, trazendo seu Filho nos braços. Entre milhares de famílias, ela escolheu a nossa. Partindo de seu Santuário de graças, ela quer morar conosco, um dia por mês, conhecer nossa realidade familiar com suas alegrias, esperanças e dificuldades.

Maria, a peregrina da Redenção

Recordemos um fato bíblico:
“Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre! Donde me vem que a Mãe do meu Senhor me visite? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido’. (…) Maria permaneceu com Isabel mais ou menos três meses e voltou para sua casa!” (Lc 1,39-56)

O Fundador da Obra de Schoenstatt, Pe. José Kentenich, disse certa vez:
“Considerando a cena da Visitação, vemos como a Mãe de Deus vai pressurosa pelas montanhas… mesmo sem ter recebido ordem alguma… achou natural que não podia mais ter sossego em permanecer na sua pequena casinha. Com Cristo sob seu coração, ela devia ir pressurosa pelas montanhas, levá-lo de maneira profunda e singular à sua prima… Chegando à casa de Zacarias, desdobra plenamente sua colaboração na atividade redentora de Cristo…”.

Ela entra nessa casa, e o que acontece? Prodígios de graças, sim, um milagre da graça após outro… Podemos dizer que ela foi a primeira ‘assistente social’ cristã da família. Ela serviu a família também nos sentido natural – trabalhou e ajudou!”

Uma Mãe que vai ao encontro dos filhos!

O Papa João Paulo II também afirma:
“De fato, a Mãe não espera os filhos só em sua própria casa, mas segue-os por toda parte onde estabeleçam residência. Onde quer que vivam, onde quer que trabalhem, onde quer que formem as suas famílias, onde quer que estejam presos a um leito de dor e até em qualquer caminho errado em que se encontrem, lá onde estejam esquecidos de Deus e carregados de culpa. Lá, em toda parte…”

Um lugar de honra para quem nos visita

Por isso, é muito importante que ela e seu divino Filho sejam acolhidos como pessoas muito queridas e recebam um lugar de honra, que pode ser exteriorizado pelo arranjo da casa.

Ao acolhê-la podemos rezar a oração de recepção, dando-lhe as boas vindas em nosso lar.

Ela mora conosco por um dia

No dia em que ela está conosco façamos nossa oração, tanto quanto possível em família, diante de sua Imagem de graça. Digamos a ela como passamos o mês, desde a sua última visita e o que esperamos para o próximo mês. Levemos a ela nossas intenções familiares, de nossos amigos, comunidade, paróquia, enfim, por nossa oração abracemos o mundo inteiro.

Podemos ler e meditar textos bíblicos ou refletir sobre outros assuntos religiosos, rezar o terço e oferecer nossas contribuições ao Capital de Graças. Antes de levar a Mãe Peregrina para a família seguinte, reza-se a oração de despedida.

Proporcionar a mesma alegria à família vizinha:
Ao conduzí-la à outra casa, a Imagem é levada por uma pessoa adulta (exceto a Imagem própria para as crianças). Evita-se deixá-la na porta da casa, na portaria do prédio, passá-la pelo muro, janela, ou enviá-la sozinha pelo elevador. Uma visita tão importante sempre é conduzida pessoalmente e é acolhida na entrada da casa.

Passamos o mês, cheios de alegre esperança, pois sabemos que a Mãe de Deus nos acompanha e podemos contar com sua ajuda em todas as situações. Esforçamo-nos para “fazer tudo o que seu Filho nos disser” (Cf Jo 2,5) e assim crescemos na santidade edificando o Reino de Deus.

As famílias que desejam receber a visita da Mãe Peregrina de Schoenstatt e querem maiores informações, podem entrar em contato com o Secretariado

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Referências Bibliográficas:

. A Bíblia de Jerusalém, 1985, 7ª Edição, Paulus Editora
. Schoenstatt. Irmãs de Maria de, Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt – Manual de Orientações Práticas, 2001, 9º ed., Berto Artes Gráficas
. Schoenstatt. Irmãs de Maria de, O Fundador nos Fala – I, manuscrito de conferências do Pe. Kentenich para o Ramo das Mãe de Schoenstatt.
. Site Oficial do Movimento Apostólico de Schoenstatt

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